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O Ministério Público do Trabalho esteve presente no Hospital Municipal de Imperatriz, no dia 14 de junho, com o objetivo de verificar as condições do meio ambiente de trabalho no local.
A inspeção foi realizada pela procuradora do trabalho Fernanda Maria Mauri Furlaneto, acompanhada de Auditores Fiscais do Trabalho,Samuel Ricardo e Serafim, da Procuradora-geral Adjunta do Município de Imperatriz, Andiara Gouvei Silva, do Controlador-geral Adjunto do Município, Itamar Batista da Cruz,de representantes sindicais, membros da CIPA e do diretor do hospital, Alysson Mota.
Algumas irregularidades foram detectadas, tais como péssimas condições de higiene nos banheiros; falta de ventilação e iluminação adequada no local de repouso dos enfermeiros e auxiliares de enfermagem; extintores de incêndio com prazo de validade vencido e necessitando de vistoria; e armazenamento irregular de resíduos sólidos, com alto riso para o trabalhador.
Tendo sido verificado que os carros de armazenamento e transporte de resíduos não se encontram totalmente adequados, o hospital solicitou o prazo de 30 (trinta) dias para adequação de tais veículos. Também pediu o prazo de 60 (sessenta) dias para apresentar o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e os exames respectivos.
Em relação às ações de prevenção e controle dos riscos à saúde do trabalhador, o coordenador do controle de infecção hospitalar informou está programado um curso de quatro módulos, no período de 22.06 a 22.07.2010.
De acordo com Fernanda Furlaneto, o HMI encontra-se em fase de adequação, inclusive com reformas em sua estrutura física que beneficiarão o conforto dos trabalhadores, como a reforma do vestuário do setor da UTI e o assentamento de material lavável e sistema de higienização do setor de armazenamento de resíduos sólidos, além da instalação de bebedouros em todos os andares do hospital, inclusive no rol destinado ao repouso dos enfermeiros e auxiliares de enfermagem.
No entanto, o grande problema do hospital é a jornada dobrada dos empregados públicos que nele laboram, o que ocasiona graves problemas de saúde ao profissional que prejudicam tanto o trabalhador, como os destinatários dos serviços de saúde prestado pelo nosocômio, a população em geral, que se vê atendida por profissionais exaustos e com um grau de atenção obviamente menor que o exigido no trato da saúde humana.
Há um grande número de profissionais dobrando a jornada de 12h, ou seja, trabalhando 24h seguidas. Uma medida vislumbrada pelo MPT para diminuir o problema de forma imediata é a nomeação dos candidatos aprovados no último concurso público. Aguarda-se, no momento, a manifestação do Município de Imperatriz no prazo de vinte dias.
Com informações do MPT
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