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Ana Cristina Guimarães, de 37 anos, mulher que estava desaparecida e foi encontrada morta no dia 21 deste mês, em uma construção abandonada no Araçagi, pode ter sido vítima de crime passional. A delegada da Cidade Operária, Regina de França Barros, afirmou que Cristina mantinha um relacionamento com um homem casado, e isso pode ter culminado na morte dela. Porém, Barros contou, que as investigações ainda estão sendo realizadas e nada pode ser confirmado. .
Conforme o relato da delegada, um dia antes do desaparecimento, Cristina teria ligado para o amante, mas quem atendeu ao telefonema foi à esposa. Foi então, que as duas começaram a discussão. “Ela (a esposa) disse que as duas discutiram, trocaram ofensas, se trataram com palavras de baixo calão, mas que teria ficado só nisso”, contou.
No entanto, a irmã da vítima, Maria Alice Abreu, de 50 anos, moradora do Bairro Santa Ifigênia, contesta o que disse a esposa do amante da irmã. Alice contou que na ligação a pessoa do outro lado da linha teria feito graves ameaças de morte para Ana Cristina. “Cristina contou para mamãe que a mulher teria a ameaçado de morte e disse para minha irmã se sair porque ela tava se dando com uma família perigosa”, contou. França disse que ao ouvir a versão contada pela esposa, em momento nenhum ela teria dito algo a respeito sobre ameaça de morte.
Regina Barros revelou que no dia em que Cristina desapareceu, ela iria encontrar-se com o amante. Segundo a delegada, ambos teriam marcado no Viva da Cidade Operária, mas eles não chegaram a se ver. “O esposo me disse que Cristina não apareceu ao local marcado, e quando ele ligou para saber o que tinha acontecido, o celular dela estava desligado”, disse. Depois de tentar falar com a vítima, e não ter êxito, o amante enviou duas mensagens ao celular do filho de Cristina perguntando se a mãe dele já teria saído de casa.
A delegada afirmou que já foi instaurado um inquérito sobre o caso. Regina revelou que, em tese, a mulher do amante de Cristina é a principal suspeita do crime. Entretanto, Barros é bastante enfática no que diz respeito a culpados. “Mais as investigações estão sendo realizadas, não vamos nos precipitar e dizer que A ou B são culpados”, declarou. A delegada confirmou que todos os indícios serão investigados e nada será descartado.
Outro suspeito
No decorrer das investigações do caso Cristina, foi descoberto que ela teve um longo relacionamento com um colega de trabalho. Os indícios o colocam na lista dos investigados. Segundo a delegada, durante a convivência dele com a vítima, o relacionamento de ambos era bastante conturbado. “Isso foi em 2008. Na época, ela deu queixa contra ele na delegacia por agressões físicas”, contou.
Além disso, Barros confirmou que segundo teria relatado a família de Ana Cristina, o ex-namorado também a ameaçou de morte. “Eles foram até em uma audiência em juízo por causa da ameaça”, confirmou. A delegada reafirmou que em ambos os casos, os dois são apenas suspeitos. “Eles estão sendo investigados. E estão contribuindo com as investigações”, enfatizou.
Família
“Eu não queria que a morte da minha irmã fosse esquecida. O que nós queremos é que os assassinos dela sejam descobertos e punidos”, desabafou Dalvina Guimarães Abreu, de 54 anos. O desabafo da irmã mais velha de Cristina revela uma profunda indignação da família, em ter perdido, de forma tão trágica, a caçula da casa. Aos prantos, a irmã da vítima clama por justiça.
As irmãs de Ana Cristina procuraram a redação de O Imparcial Online para contar sobre a dor da perda. Conforme Maria Alice, o estado em que foi encontrado o cadáver da vítima é desumano. “Ela estava jogada em meio ao mato. O rosto estava deformado. Nós a conhecemos de fato, por conta da arcada dentária dela, pois os dentes eram meio para frente. E também pelas roupas que eram a mesma que ela tinha saído de casa antes do desaparecimento”, contou.
De acordo com as irmãs da vítima, a família está dividida no que diz respeito aos autores do homicídio. “Mamãe acredita que pode ter sido o ex-namorado dela, mas eu acho que pode ter sido a esposa do amante dela”, declarou.
Maria Alice revelou também que no dia em que a irmã falou com a mulher do amante dela, um homem teria entrado na conversa avisando a vítima para tomar cuidado, pois a vida dela estava correndo perigo. “Ela falou para mamãe que o homem disse que era policial. Ela ainda falou que não tinha medo de polícia porque ela não devia ninguém’, contou.
Em pedido feito pela delegada, O Imparcial Online preserva o nome dos suspeitos. Segundo ela, é muito prematuro afirmar possíveis acusados. “Tudo será feito para elucidar de uma vez por todas todo crime”, afirmou. Regina pediu que resguardássemos os nomes para não apontar, sem provas, pessoas que podem ser inocentes. “Vamos tomar cuidado com tudo, pois, ninguém é culpado até que se prove ao contrário”, advertiu.
Com informações do Imparcial
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