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Policiais do Serviço de Inteligência (SI) da Polícia Militar encontraram, no fim da manhã de ontem (22), o corpo de um homem não identificado, enterrado em uma cova rasa no matagal da área da Infraero, na Vila Cotia, no conjunto do São Raimundo. Os militares encontraram o cadáver, que apresentava sinais de tortura, quando davam continuidade às diligências iniciadas na terça-feira, 21, com a descoberta de um grande laboratório de refino de drogas, gerenciado por dois traficantes. Na ocasião, foi preso Elmir Pereira da Silva, o Rato, de 41 anos, vigia do local.
“Estávamos seguindo a trilha para tentar localizar os traficantes identificados apenas como Mauro e Milton Negão, que conseguiram escapar ao cerco policial de terça-feira. Quando passamos pelo trecho, observamos uma clareira. Estranhamos, pois havia muita terra fofa, e palhas de coqueiro. Resolvemos verificar o que havia sob a terra. Usamos pedaços de madeira para escavar e logo encontramos a orelha da vítima”, disse um dos PMs do SI, que participavam da operação.
Escavação
Constatada a presença do cadáver, os policiais continuaram a escavação até que o corpo ficasse exposto. De estatura mediana e pele morena clara, a vítima vestia apenas uma camisa regata vermelha e apresentava sinais de espancamento nas costas, hematomas no rosto e uma perfuração de bala na cabeça. Além disso, no cadáver estava com um pedaço de atadura amarrado ao pescoço, sugerindo que pudesse ter sido estrangulado pelos assassinos.
Peritos do Instituto de Criminalística (Icrim) estiveram no local. Em uma análise rápida, concluíram que a vítima fora enterrada recentemente – pouco mais de 24 horas -, devido ao estado de conservação do corpo. No primeiro momento, houve a suspeita de que o cadáver fosse do jovem Diego Silva Passinho, de 19 anos, morador do São Raimundo, desaparecido há 16 dias, mas não foi reconhecido por familiares. O jovem, segundo a polícia, seria usuário de drogas e freqüentador do local.
“A família de Diego Passinho informou que ele tem duas tatuagens – uma na perna direita e outra no braço direito -, e o corpo encontrado não apresenta nenhuma inscrição na pele. Acreditamos que este homem possa ter acumulado alguma dívida com os traficantes de droga da área. Também não descartamos a possibilidade de outros corpos estarem enterrados neste matagal. Aqui é um local de difícil acesso, distante de tudo”, disse um sargento do Serviço de Inteligência.
Mais
Por se tratar de uma área de propriedade da União, agentes da Polícia Federal também estiveram no local, conhecido popularmente como “Muro da Base” (Aeronáutica), distante 200m do ponto final dos ônibus do São Raimundo. Quando entraram na área e descobriram o laboratório de refino de drogas, os policiais militares prenderam Elmir Pereira da Silva, o Rato, de 41 anos, que, segundo a polícia, vigiava a cabana dos traficantes, onde foram apreendidas grande quantidade de merla, barrilha, material usado no refino de droga, e solução química para a fabricação de crack.
Com informações da tv canal 13
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