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O corretor de imóveis Elias Orlando Nunes Filho, de 57 anos, negou envolvimento na morte do empresário Marggeion Lanyere Ferreira Andrade, de 45 anos, cujo o corpo foi encontrado na manhã de sábado, (15), enterrado em uma cova rasa, em terreno de sua propriedade no bairro Araçagy. Segundo a polícia, o crime aconteceu um dia antes, motivado pela disputa do lote, comprado pela vítima há dois anos, mas que foi vendido três vezes, pelo suspeito, depois de negociado com o empresário.
Inocência - Embora tenha dito não ser o mandante do crime, durante depoimento durante todo o dia de ontem (17), na Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), a polícia já tem vários elementos que compõem a investigação e que dá condições de indiciá-lo como sendo o provável mandante. De acordo com o superintendente de Polícia Civil da Capital, Sebastião Uchoa, o depoimento do caseiro da vítima, Roubert Sousa dos Santos, de 19 anos, e um adolescente de 15 anos apreendido. A dupla prestou depoimento, separadamente, e afirmou ter sido contratatada pelo corretor de imóveis para matar o empresário. O inquérito está sendo presidido pelo delegado Carlos Damasceno, titular do 7º DP do Turu.
Indícios - Elias Orlando, que é dono da imobiliária Territorial, teria oferecido R$ 15 mil pelo crime de encomenda. Também está sob investigação a informação de que Elias Orlando Nunes Filho esteja envolvido em crimes de grilagem de terras na Região Metropolitana de São Luís, principalmente na área do Araçagi, onde outros assassinatos em circunstâncias semelhantes já foram registrados pela polícia. Na denúncia feita à polícia, Sebastião Uchoa aponta a participação de políticos e funcionários de cartório de imóveis no município de São José de Ribamar na falsificação dos documentos das demais compra do lote.
- Não se pode vender o mesmo terreno para três pessoas diferentes, em momentos distintos. Se isso ocorreu, houve, no mínimo, a prática dos crimes de uso de documentos falsos e falsidade ideológica. O corretor, até o momento, responde por homicídio triplamente qualificado: mediante oferta de recompensa, motivo fútil, e cruel; além de ocultação de cadáver”, acrescentou o Superintendente de Polícia Civil da Capital.
Prisões - Dono da imobiliária Territorial, Elias Orlando Nunes Filho foi localizado, nas primeiras horas da manhã desta segunda-feira (17), na porta de casa, no bairro Planalto Anil II, pela equipe de apoio operacional da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC). A prisão do corretor foi feita em cumprimento a uma ordem judicial, expedida pela Vara Criminal de Ribamar
A ordem de prisão se estendeu também ao ex-presidiário Alex Nascimento de Sousa (ainda foragido); e ao caseiro Roubert, preso horas depois de o corpo ser achado pela Polícia Militar. O primeiro, de acordo com a polícia, assassinou o empresário com um tiro na nuca a queima roupa. Com o caseiro, a PM apreendeu também um adolescente de apenas 15 anos, que teria dado apoio ao assassino, vigiando o local, para ter certeza de que ninguém se aproximava.
O ex-presidiário Alex de Sousa, por sua vez, acompanhado de uma quarta pessoa, cavavam enquanto isso, o buraco em que o corpo do empresário foi ocultado. Ainda de acordo com as investigações, Marggeion Lanyere Andrade teve sua morte premeditada e executada no momento em que ele levava o almoço do caseiro.
Depois da escavação feita por homens do Corpo de Bombeiros, o cadáver da vítima foi reconhecido pelos próprios familiares e seu carro encontrado próximo ao local do crime.
Quando anunciou a prisão do caseiro e a apreensão do menor, o comandante do Policiamento Metropolitano (CPM) da Capital, coronel Jeferson Teles, informou que o ex-presidiário foragido conseguiu levar consigo a arma do crime e a importância de aproximadamente R$ 2 mil, pertencente ao empresário, o que caracterizou ainda crime de latrocínio (roubo seguido de morte).
Vítima - Marggeion Andrade foi sócio da loja Maraíba Construção, no bairro Cidade Operária, onde, atualmente, era proprietário da loja América Pisos. O empresário, que deixa mulher e três filhos, era natural da cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba, mas já morava no Maranhão havia 26 anos.
Com informações do Imirante
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