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Um Requerimento de autoria da vereadora Rose Sales (PCdoB) causou uma discussão ríspida ontem na Câmara Municipal com direto a troca de ofensas entre Rose e o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT). O presidente da Casa, Isaías Pereirinha (PSL) teve trabalho para contornar a briga e pediu para que os microfones fossem desligados três vezes.
O motivo de toda a confusão foi o fato da comunista ter requerido a convocação do Secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos, Marco Aurélio Freitas, para prestar esclarecimentos acerca do processo licitatório no valor de R$ 3 bilhões da Prefeitura de São Luís para contratar serviços de limpeza pública na capital. A realização da licitação está prevista para 12 de dezembro.
Rose contesta o valor da contratação, que seria exorbitante. Pelo edital, a prefeitura terá que pagar R$ 155 milhões por ano em um prazo de 20 anos. Como a vereadora gostaria de urgência na tramitação do requerimento e este não estava na Ordem do Dia de ontem, Rose pediu o posicionamento do plenário para apreciar logo já que era o último dia de sessão na semana, e a audiência estaria prevista para o dia 7 de dezembro (próxima quarta-feira).
Pereirinha anunciou que o secretário Marco Aurélio ligou para ele dizendo que iria espontaneamente à Câmara dar explicações na próxima terça-feira.
Mas quando a comunista disse ter visto Ivaldo Rodrigues se virando para os colegas pedindo para que não aprovassem o requerimento, a confusão foi formada. “Eu vi o vereador Ivaldo dizendo que não era para aprovar o Requerimento. Castelo tenta podar o parlamento toda vez que alguém se levanta contra ele. afirmou a comunista, que estava rouca.
Quando Ivaldo pediu a palavra não amenizou nas críticas. "A senhora além de rouca é surda. A senhora foi leviana ao me mencionar. Primeiro não respeito o Regimento, pois seu requerimento não estava na Ordem do Dia. Depois, o que eu fiz foi perguntar para os colegas o que seria votado, pois eu não havia entendido. Pois agora, além de votar contra, eu vou mesmo articular para que os pares votem contra seu requerimento", afirmou.
Os dois começaram a discutir e por duas vezes, o presidente tentou acalmá-los e desligou os microfones. Rose disse ainda que Ivaldo era um comprado e ele exigiu que o presidente tomasse uma atitude. Pereirinha disse apenas que quem se sentisse ofendido deveria buscar os meios de se resguardar.
Rescaldo
Após a sessão, Ivaldo disse que vai recorrer à Comissão de Ética, acusando Rose de falta de decoro parlamentar por chamá-lo de "comprado". "Ninguém aqui é maior do que ninguém. Eu e todos os vereadores temos as mesmas prerrogativas. Sou o vice-líder do governo e tenho direito a me posicionar. Ela como oposição deve fazer seu papel e eu tenho o direito de fazer o meu".
Rose disse que não retiraria das notas taquigráficas o termo utilizado, porque Ivaldo também não retirou a palavra “leviana” imposta a ela.
Com informações do Imparcial
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