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Dois anos. Esse é o prazo que já dura a obra no campus da Uema de Imperatriz. Iniciada em agosto de 2009, a construção deveria ser finalizada em seis meses. Deveria. As sete salas de aula e os dois banheiros ainda não foram entregues e, hoje, o trabalho no local segue em ritmo lento. O orçamento do projeto é de cerca de 380 mil reais e sua execução é de responsabilidade da Primor Construções.
Atualmente, o Centro de Ensino Superior de Imperatriz (Cesi), como é chamado o campus, dispõe de 24 salas de aula, operando no limite. No período matutino, todas as salas são usadas, no vespertino, são ocupadas 17 e, no noturno, 23. Segundo o diretor do campus, o professor Antônio Expedito de Carvalho, o primeiro semestre letivo de 2011 não fica comprometido, pois a entrada dos novos acadêmicos é compensada pela saída dos formados, porém a situação muda de figura já no próximo semestre. “Em agosto teremos um novo curso iniciando e, por isso, vamos precisar de salas de aula. O que era a parte do Centro [Universitário] nós já fizemos, que foi solicitar mobiliário, ar condicionado, carteiras. Tudo isso é licitação, e é feito em São Luís, mas é tudo para estes novos blocos”, afirmou. O diretor também explicou que a Uema Imperatriz somente pode solicitar a celeridade, mas que não pode tomar decisões devido à centralização da administração na Universidade.
Outro ponto que trava o avanço das obras é a liberação dos recursos. O Governo Federal é o responsável por 90% dos recursos destinados à construção, os outros 10% são a contrapartida do Governo do Estado. Para a fiscalização, é necessário que haja a medição e, a cada nova medição, é feito o pagamento da parte já executada.
Segundo o diretor do Cesi, os pagamentos são feitos diretamente pelo Governo do Estado para a Primor, cabendo à Uema apenas a fiscalização da obra. Já a assessoria de comunicação da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão informou que o dinheiro é enviado para a universidade, que é autônoma, e que não cabe à Secretaria repassar os recursos. A mesma informação foi fornecida pela Secretaria de Infraestrutura.
O engenheiro Fábio Nahuz, responsável pela construção, afirmou que a obra não chegou a ser paralisada, mas que o repasse dos recursos está atrasado. “A obra está seguindo. Falta pouco para ser entregue. O problema é que a Universidade não vem fazendo as medições. A última vez que recebi foi em dezembro [passado], mas era referente a uma medição feita em março ou abril”, explicou o engenheiro.
De acordo com o professor Expedito, a medição da obra não é feita pelo campus de Imperatriz. “Tudo isso é feito em São Luís, é centralizado na administração de convênios, na PRA (Pró-Reitoria de Administração) e na Proplan (Pró-Reitoria de Planejamento)”, esclareceu.
Fábio Nahuz afirmou ter condições de finalizar a obra ainda neste mês, mas condicionou o desfecho ao pagamento da parte já executada.
As informações são do Jornal O Progresso
17 de março de 2012 as 20:45
Uma vergonha, isso so acontece no Estado do Maranhao que é governado por uma familia há de 42 anos. ná existe prioridade na Educação. so existe prioridade para os da familia Sarney;